Selecta Mood: Junior Ranks (Leggo Violence Posse)

Feriado prolongado, todo mundo em casa se preparando para começar a semana curta… Por isso, o Selecta Mood dessa semana vem em dose dupla (ontem, o convidado foi o StranJah). Hoje o convidado do blog é Junior Ranks, do Leggo Violence Posse, um dos melhores (se não o melhor) soundsystem paulistano especializado em digikal.

Célio Junior, aka Junior Ranks, é um dos fundadores do sistema de som Leggo Violence Posse. O soundsystem iniciou suas atividades de forma mais tímida em 2007 mas ao longo dos anos vem conquistando e consolidando seu espaço. Segundo Ranks, o Leggo Violence “tem como missão levar ao público música, cultura e entretenimento, através de discotecagens e finas seleções de reggae em formato original, diretamente do bom e velho vinil, seguindo a tradição da cultura Sound System (Roots & Culture), que desde meados da década de 50 permanece viva ao redor do mundo. LEGGO VIOLENCE IS NUH JOKE! DIGITALLY MAD!”

E o Junior, um dos caras mais humildes e simpáticos da cena, deixa um recado pros leitores do Groovin Mood. “Bem meus caros, primeiramente quero agradecer a oportunidade e espaço neste blog, no qual eu virei fã, hehe, e poder aqui, quem sabe, promover e compartilhar algum conhecimento sobre a música reggae, e que só quem tem esse ritmo no coração e nas veias, circulando constantemente, sabe o que e do que estou falando. Sinceramente, é impossível defini-la em poucos predicativos. Love the life you live, Live the life you Love!”

(Nota do blog: os caras estão aumentando seu sistema de som, e umas caixas MONSTRAS vem por aí. Na próxima festa estaremos lá para conferir.)

Então se liga na lista dos dez melhores sons da música jamaicana na opinião do Junior Ranks.

1 – Flick Wilson – Don´t Give Up Your Culture

Este tune foi um dos primeiros contatos que tive, em um momento de transição do meu universo musical, entre conhecer o chamado “Reggae Business” e a verdadeira “Roots & Culture” Jamaicana, seu propósitos, etc. Faixa do Álbum “School Days” (Jah Life Label) de meados de 1970, produzido por Henry “Junjo” Lawes, do qual, os engenheiros de som são nada mais nada menos que Scientist “The Dub Chemist” e Prince Jammys. A mixagem e gravação ficou por conta do gordinho, King Tubby. Nesta canção, o que mais encanta são os falsetes de Flick Wilson e a cozinha coesa de Roots Radics, além da letra que fala de grupos sociais, tribos e denominações, para que não percam suas raízes, sua cultura e que não sejam “aculturados”. Conscious Lyrics!

2 – Icho Candy – Babylon

Aqui, uma obra prima do selo Rockers, sendo que sua prensagem original 7” é rara e difícil de achar. Produzido por Augustus Pablo, esse petardo digiroots de 1987 tem como Rockers All Star sua banda de apoio, além de arranjos de escaleta e elementos digitais, tampouco, sem deixar de observar, a versatilidade e variação vocal, o que torna este registro, requintado.

3 – Robert Ffrench – Can´t Finance You

“Lamento, eu não posso financiá-la garota”, ou melhor, no português claro, “Desculpa, mas eu não posso te bancar”… Um dos tunes que perdi a conta de quantas vezes ouvi, ouço e ouvirei, pois além da letra retratar a realidade de forma sarcástica, possui uma melodia envolvente, somados a refrão marcante, baixo e bateria em sinergia, sem nos fazer esquecer de uma das vozes mais lindas da Ilha. Este LP, (H. Lindo Meets R. Ffrench) que saiu pelo grande selo Parish, de Edgar “Parish” Whyte, de 1987 também traz ótimas faixas, na qual esta, sem sombra de dúvidas, se destaca pelos simples motivos acima. É o “creme de la creme”!!!

4 – Boy Blue – Long Time I No Smoke

Este 12” originalmente lançado em 1982, em uma edição extremamente ilimitada, pelo selo S&G, e reeditado em 2007, no formato de 7”, que não deixa nada a desejar, este hino da ganja, é direto e objetivo, interpretado pelo desconhecido Singer chamado Boy Blue. Mixado por Scientist “The Dub Chemist” nos estúdios de King Tubby, canção e versão assassinas.

5 – Junior Delgado – We A Blood

Ao longo dos anos, muitos artistas se tornaram os “de cabeceira”, os Top of the Top’s, mas Junior Delgado, aka Jux é um que lidera as posições. Sua voz marcante, ora rasgada, agressiva, ora suave, contagiante, são características que fazem das suas, canções impares. Aqui, um de seus registros de 1989 pelo grande selo Fashion, de Gussie Prento, nas mixagens e produção. RIP Jux!

6 – Daddy Freddy – Yes, We A Blood

Seguindo o mesmo riddim (None A Jah Jah Children), Este “DJ Cut” do mais rápido Deejay 80’s da Jamaica (veja:  http://www.youtube.com/watch?v=11UZtVjbji4), em seu “Fast Chat Style”, vem neste 12”, também pelo selo Fashion, reafirmar o que Delgado transmitiu, de forma mais contundente que, todas raças, povos, etnias, são: Unidade, Igualdade, Mesmo Sangue! Murder Style…!

7 – Naggo Morris – Su Su Pan Rasta

Obra prima do Reggae, incrível!!! Este 7” não pode faltar em sua “Roots Selection”. Produzido por Errol T e Joe Gibbs e creditado pelo selo Belmont, em 1975, Naggo Morris, sem dúvida, um dos melhores vocais e baixos que substituíram Leroy Sibbles (The Heptones) em meados de 1977 fez jus a estas qualidades. A letra, fala sobre as fofocas (Su Su) acerca dos Rastafaris.

8 – Prince Far I – Heavy Manners

LP de 1976, Heavy Manners, que leva o mesmo nome título do álbum, retrata o estado de emergência que a Jamaica vivenciava nos anos 70, por conta da violência política. Prince Far I Aka King Cry Cry, exprime por que é chamado de “Voice Of Thunder”. Esse “DJ Cut” de Su Su Pon Rasta é peça indispensável para uma boa seqüência na seleção. YEEAAAAAAHHHHHH…..!!!!!!!!!

9 – Patrick Andy – Can´t Take The Vibes

Roots 80’s e Early Digital, Clash of the Andys (Patrick vs Horace) é um LP (Thunder Bolt Label – 1985) raro e recheado de top tunes. Não há muito o que dizer. Com Roots Radics e Reggae Massive como bandas de apoio, este, foi produzido por Kenneth Hoo Kim, mixado por Peter Chemist e gravado no Channel One, em Kingston, JA. Nuff Said!

10 – Blacka T – A Java

Mais uma produção e arranjo de Augustus Pablo de 1988 no selo Rockers. Jóia Soundkiller 7”, no riddim Java. Rockers All Stars como banda de apoio, traz uma base coesa, com toques da conhecida e versátil Melodica de Pablo, além de vozes e flow característicos de Blacka T, este DJ underground da velha escola de Sugar Minott e Youth Promotion.  +++ Digikal +++

(por Dani Pimenta)

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3 thoughts on “Selecta Mood: Junior Ranks (Leggo Violence Posse)

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